20 de junho de 2021

Três municípios maranhenses terão reforço para conter avanço da Sífilis

 Três municípios maranhenses terão reforço para conter avanço da Sífilis

Teste da sifilis (Foto: Reprodução)

Coletiva de imprensa realizada para anúncio de ações para conter avanço da sífilis no país realizada em Brasília, no dia 31 de outubro de 2017. (Foto: Reprodução/ Erasmo Salomão/MS)

Para conter o avanço da sífilis no país, Governo Federal, estados e municípios vão intensificar ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. A iniciativa é uma das metas da agenda estratégica para redução da sífilis congênita no país lançada ano passado e que, com a nova ação, foi renovada por mais dois anos.

A estratégia, chamada de Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção, foi pactuada na Comissão Intergestores Tripartite (CIT) e 100 municípios, entre eles, três maranhenses: São Luís, Paço do Lumiar e Timon, que concentram 60% dos casos de sífilis do país terão R$ 200 milhões garantidos no orçamento do Ministério da Saúde por emenda parlamentar e conta com a parceira de organismos internacionais, associações e sociedades médicas.

Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) trabalharão de forma integrada e concentrarão ações em 4 eixos: diagnóstico (com aumento e qualificação de testagem), vigilância epidemiológica (com ampliação de Comitês para investigação da transmissão vertical e fortalecimento das Salas de Situação em estados e municípios para o monitoramento da situação epidemiológica), tratamento (com implementação de linhas de cuidado para a sífilis com intervenção em populações chave), e pesquisa e comunicação ( com realização de Campanhas Educativas no ano e desenvolvimento de Estudos e Pesquisas voltados para o enfrentamento e monitoramento da doença).

Para tratamento da doença com uso da penicilina, o Ministério da Saúde assumiu a compra centralizada e foram destinados R$ 13,5 milhões para a aquisição de 2,5 milhões de ampolas de penicilina benzatina, para o tratamento da sífilis adquirida e em gestantes, além de 450 mil ampolas da penicilina cristalina para tratar a doença em bebês até março de 2019.

Além de assegurar a penicilina para a ampliação do tratamento, o plano prevê implantação de linhas de cuidado para a sífilis com acompanhamento de crianças expostas a doença e também com intervenção em populações chave, como gays e outros homens que fazem sexo com homens, travestis e profissionais do sexo.

No eixo de pesquisa e comunicação, a realização de campanhas educativas durante todo o ano terá como incentivar o desenvolvimento de estudos e pesquisas voltados para o enfrentamento e monitoramento da doença.

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 

Teste da sifilis (Foto: Reprodução)

Neste ano, a distribuição de testes de sífilis já é 35% maior. Até setembro deste ano, foram distribuídos mais de 6,3 milhões de testes de sífilis, 2,3 milhões para a Rede Cegonha. Em 2016, foram distribuídos 4,7 milhões de testes, sendo 1,5 milhão especificamente para a Rede Cegonha. Até o final do ano, oferta deve ser o dobro do que em 2016.

Em 2016, foram distribuídos 4,7 milhões de testes, sendo 1,5 milhão especificamente para a Rede Cegonha. Foram registrados 87.593 casos de sífilis adquirida em todo o país no ano passado, com taxa de detecção de 42,5 casos por 100 mil habitantes. Já em gestantes, a taxa de detecção da sífilis foi de 12,4 casos a cada 1.000 nascidos vivos, considerando o total de 37.436 casos da doença.  Com relação à sífilis congênita (em bebês), ano passado foram notificados 20.474 casos da doença, uma taxa de incidência de 6,8 por 1.000 nascidos vivos.

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