16 de maio de 2021

Segurança alimentar é tema de capacitação em São Luís

 Segurança alimentar é tema de capacitação em São Luís
O evento tem objetivo sensibilizar os povos sobre as políticas do SAN (Foto: Tarcísio Brandão / Rádio Notícia Maranhão)

A segurança alimenta e nutricional (SAN) foi tema de uma capacitação destinada aos povos e comunidades tradicionais de várias regiões do Maranhão, realizada de 20 a 22 deste mês em São Luís. O evento tem objetivo sensibilizar os povos sobre as políticas do SAN.

Durante três dias, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, pescadores, índios e etc, colocaram em pauta as questões relacionadas a alimentação adequada de cada um e o estilo de vida. Segundo os participantes, a forma de viver e de se alimentar tem mudado por causa da perda de terra e do crescimento de propriedades privadas voltadas, principalmente, para criação de búfalos e o cultivo da soja em grande parte do estado.

A representante do Movimento das Quebradeiras de Coco Babaçu, Maria do Rosário, alega que no município de Matinha, distante de 240 quilômetros de São Luís, acontece uma sonegação de direitos, porque as quebradeiras estão proibidas de colher o babaçu, e quando colhem, o vegetal é aprendido pelos proprietários das terras próximos aos babaçuais.

“Antes tínhamos espaço para trabalhar, havia campos alagados com água limpa e babaçuais. Hoje, a poluição toma conta dos campos e os babaçuais estão sendo derrubado. Não temos mais como tirar o sustento das nossas famílias. Além disso, estamos sofrendo constantes ameaças dos criadores de búfalos da região”, disse Maria do Rosário.

Segundo o presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Maranhão, Reinaldo Avelar, a capacitação foi liderada pelos representantes dos povos participantes. “Eles tiveram espaço para expor os problemas enfrentados dentro das comunidades que impedem uma alimentação adequada de acordo com a cultura deles. Nós vamos pegar essas demandas para tentar solucionar os problemas e proporcionar qualidade de vida para aos povos”, afirmou.

A Capacitação para Povos e Comunidades e Tradicionais do Maranhão teve fim com um debate sobre os impactos do racismo institucional na luta pela garantia do direito humano à alimentação adequada.

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