21 de abril de 2021

Preço da carne sobe em até 20% em São Luís

 Preço da carne sobe em até 20% em São Luís

Preço da carne aumentou em feiras de São Luís (Foto: Reprodução)

Preço da carne aumentou em feiras de São Luís (Foto: Reprodução)

O preço da carne aumentou em São Luís, segundo sindicatos e vendedores de carne. Em uma feira do Bairro de Fátima o quilo do filé ou da picanha está saindo a 23 reais. O vendedor Edmilson Campos disse que sentiu a venda cair e acredita que a culpa é da variedade de opções e a concorrência dos supermercados.

“A venda para nós caiu um pouco para quem é talhador”, contou Edmilson.

O Sindicato dos Talhadores de Carne Fresca de São Luís informou que o consumo caiu de 120 toneladas para 80 toneladas por dia, o que representa uma redução de 34%. Em junho, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) anunciou que o preço da carne aumentou 3,08 % na capital, mas donos de churrascarias afirmam que o aumento repassado pelos frigoríficos foi de até 20%.

O aumento atingiu em cheio o empresário Fabrício Rossini, dono de churrascarias. Ele teve que absorver o aumento no preço das carnes compradas de frigoríficos do Maranhão, Tocantins e Pará.

“A gente teve um acréscimo de mais ou menos 20%. Os frigoríficos, devido a paralisação, tiveram que parar a produção também e, com isso, repassaram o preço pra gente. Tivemos alternativas, como cortes diferentes com o valor agregado bom para o cliente. Corte de primeira usando mais a parte do dianteiro com carnes pouco conhecidas no mercado, mas com qualidade boa”, afirmou Fabrício.

Dados do último Censo Agropecuário divulgado pelo IBGE mostraram que em 10 anos houve a redução de 144.445 mil cabeças de gado no Maranhão. Segundo o Governo do Estado, os empresários estão optando por usar as áreas para o plantio de grãos com foco na exportação.

Já o Sindicato dos Talhadores de Carne de São Luís diz que a chegada da estiagem pode elevar os preços da arroba do boi. Em julho o preço foi R$ 138, quando a média do ano é de R$ 142.

“É um período complicado. Os pastos secam em decorrência da estiagem e diminui a frequência desse produto nos mercados. Mas nesse período agora tivemos uma oscilação de preço para menos e para mais. Oscilando de acordo com a própria situação financeira do país”, afirmou Claudimiro Freitas, presidente Sindicato dos Talhadores de Carne.

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