15 de abril de 2021

PF realiza operação para combater fraude no seguro-desemprego no MA e PA

 PF realiza operação para combater fraude no seguro-desemprego no MA e PA
Equipamentos foram apreendidos nas primeiras horas da operação no Pará. (Foto: Divulgação/ Polícia Federal)

Nesta quinta-feira (22), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nos estados do Maranhão e Pará. Batizada de Seguro Fake, a operação tem como objetivo combater um esquema especializado em fraudes no seguro-desemprego. 16 pessoas já foram presas. Somente no Pará foram 12 prisões já efetuada.

Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão nas cidades de Redenção, Conceição do Araguaia, São Luís e São José de Ribamar, nos Estados do Pará e Maranhão. Segundo a PF, os dois Estados têm “alta incidência desta modalidade de fraude”.

“Ess fase da investigação é resultado do desenvolvimento de uma nova metodologia de investigação elaborada pela Polícia Federal e o Ministério do Trabalho (MTb), que inter-relacionam saques, apontando elementos comuns e possibilitando indicar qualquer tipo de fraude. Durante as investigações foram identificados quatro grupos criminosos”, diz nota da PF.

A operação é coordenada entre policiais federais e servidores do Ministério do Trabalho especializados em rastrear as inclusões fraudulentas de benefícios do Seguro Desemprego.

Investigação

De acordo a PF, a ação foi possível após o desenvolvimento de uma nova metodologia de investigação elaborada pelos dois órgãos. O sistema “inter-relaciona saques, apontando elementos comuns e possibilitando indicar qualquer tipo de fraude”.
Nos dois estados alvo das ações de hoje, a PF afirma que há alta incidência desta modalidade de fraude. “Em apenas 10 minutos os policiais flagraram 42 tentativas de fraude ao benefício em uma única agência da Caixa Econômica Federal (CEF) na cidade de Redenção (PA)”, afirmou a PF em nota.

Fraudes identificadas e bloqueadas

De acordo com os técnicos do ministério, desde a implantação do sistema antifraude, desenvolvido em 2016, mais de 57 mil tentativas de fraudes no país foram identificadas e bloqueadas, “o que equivaleria à desvios de aproximadamente R$ 800 milhões para os cofres públicos”.
Os investigados responderão à Justiça por estelionato qualificado, inserção de dados falsos em sistemas de informações e associação criminosa. As penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

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