17 de junho de 2021

PF prende suspeitos de desviar empréstimos da Caixa

 PF prende suspeitos de desviar empréstimos da Caixa
Fachada da sede central da Caixa (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (20) a Operação Inimigo Oculto, com o objetivo de desarticular um grupo de criminosos que causou um prejuízo de quase R$ 1 milhão à Caixa Econômica Federal (CEF).

Desde cedo, os policiais federais estão cumprindo três mandados de prisão temporária e 30 de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para delegacia a fim de prestar depoimento e depois é liberada.

Três investigados, que são alvos de mandados de prisão temporária, são ex-prestadores de serviço do banco e teriam obtido os valores por meio da concessão fraudulenta de 46 empréstimos para familiares e amigos.

As ações ocorrem em endereços nos estados do Pará e da Bahia e principalmente na cidade de Brasília. A Justiça Federal também determinou o bloqueio da quantia aproximada de R$ 950 mil nas contas dos suspeitos. Os principais alvos dos mandados são ex-prestadoras de serviço da Caixa. Elas teriam desviado os valores graças à concessão fraudulenta de 46 empréstimos pessoais, em sua maioria, destinados a parentes e amigos.

A PF informou que os alvos da operação serão indiciados por estelionato qualificado, falsificação de documento público, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A participação de funcionários do banco está sendo apurada.

Como funcionava o esquema

Segundo a polícia, para viabilizar os empréstimos, os investigados usavam senhas de empregados da Caixa Econômica Federal e, assim, faziam a inserção indevida de dados no sistema, incluindo rendas fictícias – sem a apresentação de qualquer documento comprobatório.

Quando os empréstimos eram creditados nas contas escolhidas, os suspeitos faziam saques e transferências para evitar que a Caixa, como medida de segurança, bloqueasse os valores em uma possível identificação da fraude.

“Os investigados utilizavam senhas pertencentes a empregados da CEF e assim realizavam a inserção indevida de dados no sistema, incluindo-se rendas fictícias, sem a apresentação de qualquer documento comprobatório. Quando os empréstimos eram creditados nas contas indicadas, eles efetuavam diversos saques e transferências, evitando que a Caixa, após identificar a fraude, bloqueasse os valores”.

O nome da operação, Inimigo Oculto, segundo a PF, tem se deve porque os um dos investigados mantinha relações profissionais com o banco.

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