23 de abril de 2021

PF investiga origem de munição que matou Marielle

 PF investiga origem de munição que matou Marielle

Cápsulas encontradas no local do assassinato de Marielle Franco são do lote UZZ-18, mesmo que foi usado nas mortes de Osasco e Barueri, em 2015. (Foto: Reprodução)

Cápsulas encontradas no local do assassinato de Marielle Franco são do lote UZZ-18, mesmo que foi usado nas mortes de Osasco e Barueri, em 2015. (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar a origem das munições e as circunstâncias envolvendo as cápsulas encontradas no local onde a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e o motorista Anderson Pedro Gomes foram assassinados.

A informação foi divulgada na sexta-feira, 16, em nota conjunta das polícias Federal e Civil do Rio de Janeiro, logo depois que a Rede Globo veiculou reportagem na qual afirma que a munição usada no crime era de uma pistola calibre 9mm que pertencia a lotes vendidos para a Polícia Federal (PF) de Brasília, em 2006.

Segundo a reportagem da TV, perícia da Divisão de Homicídios indica que o lote da munição UZZ-18 é original e, sendo assim, não teria sido recarregada. A reportagem também diz que os lotes foram vendidos à PF de Brasília pela empresa CBC no dia 29 de dezembro de 2006, com as notas fiscais número 220-821 e 220-822.

A nota conjunta das polícias informa que o inquérito da PF se soma à investigação conduzida pela Polícia Civil. As duas corporações reiteraram “o compromisso de trabalhar em conjunto para a elucidação de todos os fatos envolvendo os homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, ocorrido na noite da última quarta-feira, no Rio de Janeiro”.

A vereadora do PSOL Marielle Franco foi assassinada com quatro tiros na cabeça, quando ia para casa no bairro da Tijuca. A parlamentar viajava no banco de trás do carro conduzido por Anderson Gomes, quando criminosos emparelharam com o carro da vítima e atiraram nove vezes. Anderson também morreu no ataque.

Outro carro

Um segundo carro participou do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, segundo a polícia. De acordo com os investigadores, esse veículo passou a seguir o carro de Marielle junto com um Cobalt com placa de Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense.

O Cobalt, que foi usado para matar a vereadora Marielle, era clonado. Segundo a polícia, o veículo original foi localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mas os agentes continuam fazendo buscas para encontrar o carro. Ainda não foi informado o modelo desse outro carro nem se dele foram disparados tiros que mataram Marielle e Anderson.

Ação e investigação

Segundo a investigação, o Cobalt já estava estacionado perto da Casa das Pretas quando Marielle chegou para mediar um debate na noite de quarta-feira,14. No momento que o carro da vereadora estacionou, um homem saiu do Cobalt e falou ao celular. As imagens que mostram o carro suspeito parado em frente à Casa das Pretas foi divulgado na noite de sexta-feira, 16, pelo Jornal Nacional, da TV Globo.

Cerca de duas horas depois, Marielle foi embora no carro com uma assessora e o motorista. O Cobalt também saiu, piscou o farol e seguiu o carro de Marielle. De acordo com a investigação, no meio do caminho, o segundo veículo entrou na perseguição.

Em uma nova perícia feita no fim da tarde de quinta-feira,15, ficou constatado que 13 disparos atingiram o veículo em que Marielle estava: nove na lataria e quatro no vidro. Os assassinos usaram uma arma 9 mm para executar o crime.

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