16 de maio de 2021

Operação resgata vinte trabalhadores em condições análogas a escravidão

 Operação resgata vinte trabalhadores em condições análogas a escravidão

Foto: Divulgação

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Um trabalho conjunto envolvendo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU), resultou no resgate de vinte trabalhadores em condições semelhantes à escravidão no município de Vargem Grande, situado no nordeste do estado do Maranhão. A ação aconteceu na quarta-feira (13) no povoado Alto Bonito, distante cerca de 30 quilômetros da cidade de Vargem Grande.

A maior parte dos trabalhadores resgatados vieram do estado do Ceará para trabalhar no corte da palha da carnaúba, palmeira muito presente no Ceará, Piauí e Maranhão. As condições deste tipo trabalho geralmente são muito precárias, quase sempre com baixa remuneração, além de alojamento e alimentação em condições pouco dignas.

As equipes encontraram os vinte homens em jornada de trabalho acima do permitido, alimentando-se de pequenos peixes, conhecidos como pititinga, arroz feijão, rapadura e farinha. De acordo com o cozinheiro do acampamento, almoço com carne era algo raro, sendo servido geralmente de dez em dez dias. A remuneração média recebida é de R$ 40,00 (quarenta reais) a diária. Todos eles trabalhavam para atravessadores, sendo difícil chegar às indústrias que recebem a palha da carnaúba, que em seguida é exportada para outros países.

Alimento que era consumido pelos trabalhadores. (Foto: Divulgação)

As equipes da força tarefa levaram os trabalhadores para um hotel da cidade de Vargem Grande. Eles deverão seguir ainda nesta quinta-feira para as cidades de origem no Ceará.

As equipes estão investigando um homem, apontado como agenciador dos trabalhadores.

Mais oito trabalhares resgatados

 

Na tarde desta quinta-feira (14), a força tarefa seguiu para outra propriedade denunciada pelo mesmo motivo. As equipes encontraram mais quatorze pessoas nas mesmas condições, sendo oito moradores da região e mais seis cearenses. Estes últimos, após o reconhecimento dos seus direitos trabalhistas, serão enviados de volta ao Ceará.

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