23 de abril de 2021

Maranhão tem 169 cidades em alerta para zika e dengue

 Maranhão tem 169 cidades em alerta para zika e dengue

O número representa uma percentagem de mais de 70% do total de 217 cidades (Foto: Reprodução)

O número representa uma percentagem de mais de 70% do total de 217 cidades (Foto: Reprodução)

Um total de 169 municípios maranhenses estão em situação de alerta ou risco para dengue, zika e chikungunya. Desse número, 85 estão em risco de surto das doenças. Outros 84 aparecem em alerta e 48 estão em situação satisfatória. São Luís está em situação de alerta. O número representa uma percentagem de mais de 70% do total de 217 cidades que compõem o estado. O Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) foi realizado e divulgado este mês, pelo Ministério da Saúde (MS).

Em 2018, até 21 de abril, foram notificados 833 casos prováveis de dengue no Maranhão, uma redução de 81,8% em relação ao mesmo período de 2017 (4.580), de acordo com dados do Ministério da Saúde (MS). Em relação à chikungunya, foram registrados 302 casos prováveis. A redução é de 92,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 4.040 casos. Também foram registrados 26 casos prováveis de zika no estado, uma redução de 91,5% em relação ao mesmo período de 2017 (308).
No Brasil, o levantamento indica que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. O Ministério da Saúde alerta a necessidade de intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, mesmo durante o outono e inverno, em todo o país.

Ao todo, 5.191 municípios realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas três doenças, sendo 4.933 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

O Levantamento Rápido de Índices por Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do vetor e das doenças (dengue, zika e chikungunya). Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito.

Nota da SES
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que, atualmente, 49 municípios apresentaram índice mais alto, segundo LIRAa. A SES esclarece que o período chuvoso e, ainda, a desatenção aos cuidados preventivos são as principais causas para o aumento do índice. Informou ainda que, em 2018, o Governo do Estado mantém a ação preventiva e permanente com envio de carros fumacê para reforçar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti nas cidades com maior risco de surtos do mosquito.

Orçamento

O Ministério da Saúde (MS) tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, que inclui o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões em 2010 para R$ 1,94 bilhão em 2017. Para 2018, a previsão é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,9 bilhão. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. O recurso é repassado mensalmente a estados e municípios.

Fique por dentro

Pelo fato de São Luís estar em situação de alerta para dengue, zika e chikungunya, conforme Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) realizado e divulgado este mês pelo Ministério da Saúde (MS), a Prefeitura de São Luís garantiu que monitora e acompanha a incidência do Aedes aegypti, assim como os casos de ocorrência das doenças causadas pelo mosquito e que realiza uma ampla política de ações preventivas de combate ao mosquito e consequentemente às doenças, visitas domiciliares dos agentes de endemias e da Nebulização espacial (carro fumacê), além da capacitação de enfermeiros e médicos para a identificação e notificação de casos. O valor do repasse do Ministério da Saúde para as ações não foi revelado. O Governo do Estado não respondeu às solicitações até o fechamento deste edição.

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