23 de abril de 2021

Lula diz que respeita, mas não aceita condenação

 Lula diz que respeita, mas não aceita condenação

O ex-presidente Lula. (Ricardo Stuckert)

O ex-presidente Lula. (Ricardo Stuckert)

Ao participar de ato organizado por movimentos sociais e sindicatos em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que esperava a condenação em segunda instância. “Nunca tive nenhuma ilusão com a decisão do tribunal. Nunca tive nenhuma ilusão com o comportamento de juízes em relação a Lava Jato”, afirmou Lula.

Segundo ele, a decisão dos desembargadores da 8ª turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), que o condenou a 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado, foi proferida baseada em uma mentira. “A decisão até respeito, porque foi deles, o que não aceito é a mentira pela qual eles tomaram a decisão.”

De cima de um carro de som, Lula reafirmou que não cometeu nenhum crime e que é honesto. “Quero apenas que me mostrem qual o crime que cometi. Porque, se cometi o crime que dizem, ao menos que me deixer ficar com o apartamento”, disse. “Até pedi para o Guilherme Boulos [líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto], para o pessoal dele ocupar aquele apartamento.”

Lula discursou para a militância como em um comício. Falou mal do judiciário, da imprensa, das “elites”. “foi feito um pacto entre o judiciário e a imprensa. Resolveram que era hora de acabar com o PT e com a nossa governança sobre o País.”

De acordo com seu discurso, o real motivo por trás de sua condenação está o medo do judiciário com uma eventual candidatura. “Eles não admitiam mais a ascensão social dos mais pobres. Não suportavam mais a educação, a escolaridade. Não suportavam mais a quantidade de crédito”, afirmou.

Agora, diz, ele deve participar de uma caravana pelo País. Os objetivos serão políticos. “Eles podem cassar meu direito. Eu quero disputar na consciência do povo brasileiro.”

O primeiro motivo da viagem é reforçar o posicionamento do PT contra a Reforma da Previdência. E segundo, preparar o caminho para o candidato que o partido escolherá para concorrer à Presidência da República, em outubro deste ano.

“Eu não quero que ninguém fique preocupado com o Lula. Quero que a gente tenha uma preocupação com os 210 milhões de brasileiros, sobretudo com aqueles que trabalham e vivem de salário”, disse o ex-presidente.

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