8 de maio de 2021

Laudo de análise da água do Rio Itapecuru aponta causa de mortandade de peixes

 Laudo de análise da água do Rio Itapecuru aponta causa de mortandade de peixes

Vários peixes foram encontrados mortos no Rio Itapecuru no mês de novembro. (Foto: Reprodução)

Vários peixes foram encontrados mortos no Rio Itapecuru no mês de novembro. (Foto: Reprodução)

A mortandade de peixes no Rio Itapecuru, em Aldeias Altas e Codó, denunciada por meio de vídeo em meios de comunicação e à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) recebeu, no dia último dia 17 de novembro, chamou atenção. Por esse motivo, a Sema coletou amostras da água do rio para investigar as causas do desequilíbrio ambiental.

As amostras da água foram submetidas a exames bacteriológicos e de materiais sedimentáveis. Os parâmetros físico-químicos foram aferidos in situ: temperatura do ar e temperatura da água, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, pH, salinidade, sólidos totais dissolvidos e turbidez.

Após 15 dias, a SEMA divulgou o laudo das análises das amostras coletadas. No corpo hídrico em questão não foi encontrada nenhuma evidência de óleos e graxas, materiais flutuantes, resíduos ou despejos.

Técnicos da SEMA fazendo a coleta das amostras da água do Rio. (Foto: Divulgação)

Segundo técnicos da SEMA, visualmente não foi possível presenciar no trecho da ocorrência a existência de organismos vivos de peixes afetados por algum possível lançamento inadequado. Os técnicos também relataram que não foi encontrado nas margens do rio peixes mortos e não foi observado lançamento de efluentes da empresa denunciada.

Durante a análise, foram detectados valores de materiais sedimentáveis e coliformes fecais acima dos limites permitidos para lançamentos de efluentes (CONAMA 430/ 2011) e balneabilidade (CONAMA 274/2000), respectivamente. Os resultados altos de coliformes fecais indicam que o rio estava, no momento, impróprio para balneabilidade.

Verificou-se que os níveis de oxigênio se mantiveram constantes nos pontos investigados. Porém, devido à gravidade da ocorrência, faz-se necessário um estudo de trecho mais amplo do rio em questão.

“Assim que tomei conhecimento enviei imediatamente nossa equipe composta por fiscalização, monitoramento e químicos do Laboratório de Análises Ambientais, que coletaram amostras de água para análise, para que assim pudéssemos tomar as medidas cabíveis”, disse o secretário da SEMA, Marcelo Coelho.

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