20 de junho de 2021

Greve dos agentes de endemias vai completar um mês

 Greve dos agentes de endemias vai completar um mês

Na próxima quinta-feira, dia 24, fará um mês de paralisação dos agentes de controle de endemias, que decidiram iniciar o manifesto para reivindicar melhores condições de salário e principalmente de trabalho. Com o manifesto, a saúde da população de São Luís está sendo a mais atingida.

Isso porque são os agentes de controles de endemias os responsáveis por fazer a visita nos domicílios para verificar focos endêmicos e ainda exercer a prevenção e controle de doenças, como dengue, malária, leptospirose, leishmaniose, esquistossomose, doença de Chagas, raiva humana, além de outras relacionadas com fatores ambientais de risco biológicos e não biológicos, como lixo em locais inapropriados, água acondicionada em depósitos, contaminantes ambientais, esgoto a céu aberto entre outras situações.

Outros trabalhos também ficam comprometidos com a paralisação como a utilização dos carros fumacê e as visitas em borracharias, ferros-velhos e cemitérios para eliminar focos de doenças. Apenas trabalhos administrativos estão sendo realizados.

Paralisação
Em greve desde o dia 24 de julho, os agentes de controle de endemias reclamam melhores condições trabalhistas e salariais. Eles alegam que estão atuando sem os equipamentos de proteção individual, como as máscaras, óculos, luvas e fardamento, situação essa que compromete o desenvolvimento das atividades. “Estão querendo que trabalhemos sem qualquer condição. Isso nós não vamos aceitar”, disse Jordel Sales Lima, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Controle de Endemias do Estado do Maranhão (Sintracema).

Ele informou ainda a ausência dos materiais de trabalho causa riscos à saúde dos próprios trabalhadores uma vez os agentes de controles de endemias trabalham diretamente com venenos e outros produtos nocivos à saúde, caso sejam manipulados sem a devida proteção como máscaras e luvas.

Sobre as questões salariais, o líder sindicalista afirmou que os profissionais ganham em torno de R$ 1.300,00 e este ano ainda não foi feito o reajuste percentual desse valor. Soma-se ainda o vale transporte que está há quatro meses atrasado. “Ficou um descaso com a nossa situação. A verdade é essa”, desabafou o vice-presidente do sindicato.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou, em nota, que está dialogando com a categoria e tem atendido às demandas solicitadas como compra de EPIs, que serão entregues ainda nesta semana, e filtro solar. A Semus ressaltou que já quitou o 13º salário e já está regularizando o pagamento do vale-transporte. A secretaria comunicou ainda que também está adotando as providências para a substituição da insalubridade para periculosidade, com o reajuste de 20% para 30%.

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