20 de junho de 2021

Exposição reúne réplicas de 18 tipos de embarcações maranhenses

 Exposição reúne réplicas de 18 tipos de embarcações maranhenses
Museu de Embarcações tradicionais maranhenses é uma das atrações do Forte Santo Antônio. (Foto: Hudson Chagas)

Devido as peculiaridades da geografia, o Maranhão é um dos estados brasileiros que continua utilizando os barcos como veículos indispensáveis ao cotidiano de milhares de famílias. Como consequência desse contexto, está a manutenção intensa da atividade naval, assim como os velhos segredos que permanecem válidos e utilizados no cotidiano.

Diferenciadas de outras pela originalidade de suas formas, as embarcações maranhenses tradicionais fazem parte do patrimônio cultural da cidade.

Recentemente reformado, o complexo turístico Forte de Santo Antônio da Barra ganhou três acervos que o colocam como espaço de visitação privilegiado: a exposição França Equinocial, com a história da chegada dos europeus ao Maranhão; o Museu da Imagem e do Som, ainda em constituição definitiva; e o Museu de Embarcações, que reúne a memória da tradição secular maranhense de produção de barcos.

Com exposição permanente, o Museu de Embarcações conta com 18 tipos de embarcações todas retratadas em réplicas tradicionais por meio de maquetes que reproduzem em escala a original.

As maquetes foram confeccionadas por mestres carpinteiros do Estaleiro Escola durante oficinas do Curso de Modelismo naval realizado no Estaleiro Escola de São Luís.

(Foto: Handson Chagas)

“O projeto ‘Embarcações do Maranhão’ surgiu de uma atração que eu senti ao ver a beleza e o colorido fabuloso das embarcações. No início eu queria pintar, colorir, desenhar, fotografar. Ao me aproximar dos mestres que ficam na beirada eu encontrei uma realidade um pouco mais impactante. Embora milhares de famílias dependam dessas embarcações para a sua subsistência, o mestre se ressentia de um abandono da profissão”, explicou o Luís Phelipe Andres, diretor da Escola Naval de São Luís.

O Forte de Santo Antônio fica localizado na Ponta d’Areia e as visitas à exposição podem ser feitas de terça a sexta-feira, das 10h às 20h, e finais de semana, das 10h às 19h.

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