16 de maio de 2021

Distritão teria alterado bancada federal do MA

 Distritão teria alterado bancada federal do MA

A instituição do voto majoritário para eleição de deputados federais e estaduais e vereadores precisa, ainda, ser aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados e Senado, para passar a vigorar nas eleições de 2018 e de 2020. Aprovado na Comissão Especial da Câmara, se o chamado “distritão” estivesse em vigor nas eleições de 2014, no Maranhão quatro dos 18 deputados federais que foram eleitos para compor a bancada maranhense no Congresso pelo sistema proporcional de votos, em que prevalece os quocientes partidário e eleitoral, não teriam sido eleitos, porque tiveram menos votos do que quatro candidatos a deputado, que apesar de terem obtido maiores votações, não venceram as eleições.

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Se o modelo “distritão” já valesse em 2014, os deputados federais Aluísio Mendes (PSDC), com 50.658 votos; Junior Marreca (PEN), com 50.962 votos; João Castelo (PSDB), com 52.783 votos; e André Fufuca (PEN), com 56.879 votos não seriam eleitos, e dariam lugares a Trinchão (PSD), com 87.793 votos; *Julião Amin (PDT), com 64.896 votos; Davi Alves (PR), com 63.706 votos; e Chiquinho Escorcio (PMDB), com 56.983 votos. Os partidos citados acima referem à época da eleição.

O deputado licenciado Julião Amin (PDT), atual secretário de Estado do Trabalho e Economia Solidária do Maranhão, só se efetivou no mandato de deputado federal, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a validação dos votos do ex-prefeito Deoclides Macedo (PDT) e, assim, garantiu a ascensão do pedetista ao posto de deputado federal eleito, mandando pra suplência Alberto Filho (PMDB), com 67.885 votos, que poderia permanecer no cargo se o modelo em debate no Congresso estivesse em vigor na época. Neste caso, quem ficaria de foram seria Chiquinho Escorcio (PMDB), com 56.983 votos.

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