16 de maio de 2021

China apoiará medidas da ONU contra C. do Norte

 China apoiará medidas da ONU contra C. do Norte

Ditador da Coreia do Norte inspeciona programa nuclear. (Foto: KCNA)

Ditador da Coreia do Norte inspeciona programa nuclear. (Foto: KCNA)

O governo chinês afirmou nesta segunda-feira que apoiará novas medidas contra o regime da Coreia do Norte perante a iminente reunião da ONU que será realizada nesta segunda-feira. “A China apóia as resoluções do Conselho de Segurança da ONU para adotar novas reações e medidas necessárias em resposta ao sexto teste nuclear feito pela Coreia do Norte”, apontou em coletiva de imprensa o porta-voz de Relações Exteriores chinês Geng Shuang.

Principal aliada de Pyongyang, a China não esclareceu, no entanto, se apoiará a proibição de venda de petróleo proposta pelos Estados Unidos.

O governo dos Estados Unidos entregou no domingo aos membros do Conselho uma versão revisada de seu projeto de resolução para aprovar novas sanções contra a Coreia do Norte, segundo fontes diplomáticas. O novo projeto é um pouco mais suave que o original e inclui um embargo “progressivo” sobre o petróleo destinado a Coreia do Norte, ao invés de um embargo total e imediato.

Washington teria suavizado sua posição após quatro dias de negociações intensas com Moscou e Pequim sobre os trabalhadores norte-coreanos expatriados e a inspeção à força dos navios suspeitos de transportar cargas proibidas pelas resoluções da ONU.

“Esperamos que os membros do Conselho possam tomar suas decisões com base no consenso”, disse Geng. O porta-voz sublinhou que a China sempre cumpriu com suas obrigações internacionais e reafirmou a oposição do país a qualquer “sanção unilateral fora do marco do Conselho de Segurança”, uma advertência que Pequim formulou em numerosas ocasiões.

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, a ministra de Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kang Kyung-wha, reafirmou que a questão do petróleo deve ser parte de qualquer resolução da ONU em resposta ao sexto e mais poderoso teste nuclear da Coreia do Norte, na semana passada.

Informações da Reuters

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