15 de junho de 2021

Cai o número de fumantes passivos em São Luís

 Cai o número de fumantes passivos em São Luís

São Luís é uma das capitais brasileiras com o menor percentual de fumantes ativos. Foi o que mostrou recente pesquisa, divulgada na terça-feira, dia 29, pelo Ministério da Saúde (MS), quando foi celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo.

A pesquisa foi feita pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, com base na estimativa populacional do ano passado. Na capital maranhense, 5,4% dos abordados eram fumantes ativos. No total, foram questionadas 1.934 pessoas com faixa etária acima de 18 anos.

Ainda em 2016, a capital com o menor percentual de fumantes foi Salvador, com o percentual de 5,1%, seguido por Aracaju e São Luís, cada uma com 5,4% de fumantes. Curitiba foi a capital com um maior percentual com 14%, seguida por Porto Alegre (13,6%), São Paulo (13,2%), Campo Grande (11,6%) e Rio de Janeiro, com 11,2%.

A pesquisa trouxe dados relacionados aos fumantes passivos, ou seja, aquelas pessoas que inalam a fumaça do cigarro por estarem próximas de quem utiliza o produto. Segundo os dados, o percentual desse público na capital maranhense foi de 6,5%, maior do que o de fumantes ativos.

Nesse quesito, São Luís perdia para as cidades de Aracaju (5,1%), Porto Velho (5,6%), São Paulo (5,8%), Palmas (6,1%), Vitória (6,2%), Campo Grande (6,3%), e Salvador (6,3%). A capital com o maior percentual de fumantes passivos é Porto Alegre, com 10,4%, seguido por Natal e Maceió, cada uma com 9,7%.

Ao fazer uma comparação com o ano de 2015, observa-se que houve um aumento no percentual de fumantes ativos, passando de 4,2% naquele ano para 5,4% em 2016. Em relação aos fumantes passivos, também houve um aumento, passando de 5,9% para 6,5%.

Brasil
Em todo o país, houve uma redução na quantidade de fumantes passivos no ambiente familiar. Em oito anos, o índice registrou queda de 42,5% no número de fumantes passivos no domicílio, caindo de 12,7% no ano de 2009 para 7,3% no ano passado.

A frequência de fumantes passivos no domicílio foi mais alta entre os mais jovens (18 a 24 anos), em ambos os sexos. A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e no Distrito Federal e contou com 53.210 entrevistas.

A queda no número de fumantes passivos em domicílio vem junto com a redução de fumantes no país. Nos últimos 10 anos, houve redução de 35% no número de usuários de produtos derivados do tabaco. A prevalência caiu de 15,7% em 2006 para 10,2% em 2016. Quando separado por gênero, a frequência de fumantes hoje é maior no sexo masculino (12,7%) do que no feminino (8%). Se analisada por faixa etária, a pesquisa mostra que a frequência de fumantes é menor entre os adultos jovens antes dos 25 anos (7,4%), ou após os 65 anos (7,7%) e maior na faixa etária dos 55 a 64 anos (13,5%).

Riscos
O tabagismo passivo é causa de doenças e morte. Em 2015, o Ministério da Saúde registrou 17.972 óbitos, sendo uma das principais causas de mortes atribuíveis ao tabaco. Ser fumante passivo significa inalar fumaça de cigarros (ou outros produtos derivados do tabaco) por pessoas que não fumam. Essa fumaça se difunde no ambiente e faz com que as pessoas ao redor inalem a mesma quantidade de poluentes que os fumantes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2013 o tabagismo passivo foi a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool.

Estudos comprovam que os efeitos imediatos da poluição ambiental pela fumaça do tabaco não são apenas de curto prazo, como irritação nasal e nos olhos, dor de cabeça, irritação na garganta, vertigem, náusea, tosse e problemas respiratórios. Essa exposição também está relacionada ao aumento do risco de câncer de pulmão, de infarto, e de várias outras doenças graves e fatais relacionadas ao tabagismo.

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