21 de abril de 2021

67% das famílias em São Luís estão endividadas

 67% das famílias em São Luís estão endividadas
200.103 ludovicenses estão endividados. (Foto: Reprodução)

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apontou que o percentual de famílias endividadas alcançou 60,7% em agosto, apresentando alta em relação aos 59,6% observados em julho – a segunda alta mensal consecutiva. Porém, houve redução na comparação anual, quando o indicador alcançou 61,2% do total de famílias.

Em São Luís, segundo dados da radiografia do endividamento das famílias brasileiras 2017, 67% das famílias estão endividadas. O percentual equivale a 200.103 ludovicenses endividados. A capital maranhense possui a terceira maior concentração de famílias endividadas na Região Nordeste. O índice está acima da média nacional, que é de 62%.

“Essa queda representa, na realidade, a queda na intenção de consumo financiada, a queda na utilização do cartão de crédito e a queda nos financiamentos de modo geral. Ou seja, a gente teve um desaquecimento da economia na aquisição de bens duráveis, que necessitam do crédito”, afirmou Max de Medeiros, superintendente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio).

De acordo ainda com a pesquisa, 3 em cada 10 famílias de São Luís estão inadimplentes, o que representa um aumento de 3% se comparado a 2016. Outro ponto da pesquisa indica que as dívidas em atraso são de, em média, 1.210 R$ por mês. A inadimplência compromete 28% da renda média da família ludovicense.

A Fecomércio orienta que, embora seja das menores cifras entre as famílias brasileiras, ainda assim está difícil pagar e todo desconto ou crediário de confiança é valido.

“Esse é o momento do empresário propor estratégias para facilitar esse consumo para os ludovicenses. Então, embora a gente tenha um momento de recuperação, mas ainda é um momento lento. Em 2019 a gente deve ter um aumento do consumo, principalmente de bens duráveis, que dependem do crédito”, explicou Max de Medeiros.

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